sábado, 21 de Novembro de 2009
Crónicas do Falso Messias: Converter
quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
No signal

Lenço branco ao vento. Mão a acenar na distância. Costas de um vulto que se afasta (olhando para trás, porra, como quem sabe que havia muito mais a ser dito e feito, não olhes, vai, desaparece). E ficamos assim. Estes gestos entendes?
quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
Calada

Cláudia Alves
Meine Damen und Herren
Gostava de pedir desculpa a todos aqueles a quem já magoei, mesmo aos que mereciam, porque é sempre bonito e hipócrita pedir desculpa nessas alturas também. Mas a noite hoje é de pensamento e sentimento positivo, portanto resta-nos o silêncio e ficarmos vidrados na relação que nunca deverá finar...
Na verdade, quereria sempre poder fazer o melhor pelos meus amigos que merecem e querem que faça o melhor por eles, fazendo o melhor por mim. Da família não falo hoje, apesar de ser o melhor da vida também, mas esses aturam-me por contracto, temos pena.
Eu gostava era de transformar esta motivação toda em algo concreto, mas quem antigamente sonhava comigo, já hoje o faz de forma diferente, já não me visita durante noites de grande êxtase onde se brinca com fogo de artifício. Ah, e há que dizer que não sou suficientemente autónomo para sonhar a solo. Busco por ajuda em todos os cantos, mas por indisposição, indisponibilidade ou indiferença, ninguém me socorre. Há um tempo certo para tudo...
Eu gostava era de ser venerado, um dia. Eu gostava de ver as caras das pessoas ao lerem isto. Pensando bem, já as conheço todas, não somos assim tão grandes, nem pouco mais ou menos. Nem nada em que meto a mão (deus perde a virtude). Eu gostaria de ter comentários a dizer: 'percebi onde queres chegar com o comunicado'. Se houver alguém assim, que me esclareça por favor, pois eu... eu não entendi. Ah.
segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
comunicado
Venho desta forma comunicar vos, com muita pena minha que, vou deixar o blogue. Infelizmente o trabalho da faculdade e os horarios a cumprir nao me permitem continuar. Peço desculpas aos restantes membros do blogue e aos visitantes. Contudo vou ainda tentar fazer o ultimo post destes cinco temas.
Para os interessados (se houver) estarei aqui:
http://www.gameirostudio.blogspot.com/
por Gonçalo Gameiro
domingo, 15 de Novembro de 2009
sábado, 14 de Novembro de 2009
Crónicas do Falso Messias: Relações
O falso messias ainda anda na escola, mas as suas presenças são raras e especiais. Devido à sua missão, anda desligado dessa instituição, não respeitando horários e avaliações, entre outras coisas. Por isso, todo o santo dia, a sua mãe esmaga-lhe o juízo, com reprimendas do mais banal e vulgar, que qualquer pessoa ouviu na sua adolescência. Enquanto os adjectivos são cuspidos da boca da mãe, tais como irresponsável e despreocupado com pontualidade e assiduidade, ele remete-se ao seu canto silencioso, pois a figura da sua mãe é uma autoridade implícita . Conquanto a sua mente questiona-se, Jesus também aturava sua mãe?
Mas hoje, não quer saber. A sua namorada terminou o curso, só isso interessa.
Tiago Gameiro
quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
Don't
Ao andar pela rua, sinto que não ando e que é a rua que anda à minha volta. É como se vivesse num tapete rolante, e houvessem fios enrolados à volta dos pulsos e dos tornozelos, fios controlados por alguém que, pobre coitado(a), não arranjou mais nada que fazer nesta vida chuvosa e aborrecida. E então, eu que pense que ando e que me movo, que vou rezar às igrejas que eu quero e que entro nos espaços que eu gosto, parando de vez em quando para chorar (porque, no fundo, sinto os fios a apertar, e simplesmente não me apetece acreditar que os há) num jardim que eu escolhi. Mas não escolhi nada - pensamento mórbido, para não dizer fatal -,é a camuflagem que me guia, sou camaleão para que alguém me queira em cima do seu ramo. Olhem para mim. Sou aquilo que quiserem, mato-me todos os dias e ninguém diria, ninguém diria.
Palavras que tantas vezes não abraçam aquilo que quero dizer, apressando-se a camuflá-lo com metáforas, perífrases, eufemismos ou silêncios, e a ideia, o sentir, o pensar, o querer, ficam cá dentro. Eu fico cá dentro. Porta fechada, do not disturb. Deprimido? Não, caro amigo, reprimido. Se eu for para onde quero, não vou por aí. Se eu disser o que penso, sou assassinado. Se eu me deixar levar, é o abismo que me leva e engole. Por isso, reprimido, sim, mas vivo e são, sem dever o que quer que seja a quem quer que seja, com a vida escrita numa lista de coisas-a-fazer, sem me fazer lutar nem pensar muito em coisas-que-não-são-para-fazer. E é isto. Reprimido, mas vivo. Cá estamos, não é verdade? Eu queria dizer mais, mas não me deixam porque já cansa.
Pedro Antunes


