Foto tirada pelo meu pai: Jorge Jacinto)
domingo, 29 de novembro de 2009
É de Pequenino Que Se Torce o Pepino
Foto tirada pelo meu pai: Jorge Jacinto)
sábado, 28 de novembro de 2009
Geração X
Como pode um avô acusar um neto de desobediência paternal, apenas porque não começou a trabalhar aos sete anos e devido a isso contra-argumentou com a tão chamada evolução civilizacional? No fundo, o avô do falso messias ama-o, mas o peso do trabalho é exasperante. E felizmente houve evolução e todos conseguimos viver com isso, hoje.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Sonata à Infância

quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Gymnopédie Nº1, de Satie
Eu, as minhas sandálias vermelhas e o mundo nos pés. Eu, pequenina a sonhar ser grande (antes de eu grande, demasiado pequena). O trigo solarengo e as casas das árvores para onde, um dia, iria morar e desaparecer. Os retalhos de cores espalhados pela relva, pela terra, pelo céu, pelas minhas sandálias e pelos brilhos de purpurina na cara. As pernas, incansáveis nos caminhos que percorremos juntos, mais alegres e quentinhos com os teus beijos e mãos dadas, com a alegria da certeza do Para Sempre esculpido com mil cuidados na terceira árvore, a contar como quem vem do rio. Os abraços engavetados nos intervalos dos jogos da macaca e do Mamã dá Licença. Não queríamos crescer nunca, apesar de não o sabermos. Nunca usámos relógio.
Guardei uma folha de Outono durante vinte anos. Como se o Verão não voltasse nunca mais, como se me decidissem deixar crescer e a ti não, porque tu ficas para exemplo do mundo. Como se eu soubesse que a terceira árvore, a contar como quem vem do rio, seria a primeira a ser decepada e os retalhos de cores fossem roubados pelas andorinhas sem coração ou pele macia. Mas tu lá, sempre. Como se o mundo deixasse de estar nos meus pés e as sandálias vermelhas deixassem de me servir. Tu lá, sempre. Os (a)braços todos do mundo cortados e eu e tu, nunca mais juntos. Mas tu lá. O relógio continuou sem nós.
Mas hoje sei que ganhámos ao tempo, crescemos e fomos felizes. Hoje estou grande e feliz por te ver com braços ainda vivos e estendidos para mim. Com um sorriso que ilumina e enche de cor toda a mágoa que é crescer. Somos pequeninos outra vez, eu tenho sandálias mais crescidas. Vermelhas. Com os pés no mundo e o trigo solarengo, mais brilhante e quentinho com os nossos passos cúmplices, lado a lado, como numa música com final feliz.
Infância - Exercício de tradução, tentando manter o sentido e rima/musicalidade. Alemão-Português.
Aus der Bohne und in das Licht
ein Wesen mich zu gehen drängt
für die selbe Sache und das alte Leid
meine Tränen mit Gelächter fängt
und auf der Matte fault ein junger Leib
wo das Schicksal seine Puppen lenkt
für die selbe Sache und das alte Leid
weiß ich endlich hier wird nichts verschenkt
Aus der Bohne und in das Nichts
weiß jeder was am Ende bleibt
dieselbe Sache und das alte Leid
mich so langsam in den Wahnsinn treibt
und auf der Matte tobt derselbe Krieg
mir immer noch das Herz versengt
dieselbe Sache und das alte Leid
weiß ich endlich...
Ich will ficken
Nie mehr das alte Leid
Rammstein - Das alte Leid
_________________
Desde a semente até a luz clarear
Sou levado por um ser a movimentar-me
Pela mesma coisa e pelo antigo pesar
Que entre sorrisos em lágrimas quer aprisionar-me
No tapete apodrece um jovem corpo
Onde marionetas são controladas pelo destino
Pela mesma coisa e a velha dor
Sei finalmente que aqui nada é oferecido.
Desde a semente e até ao nada
O que sobra no fim toda a gente sabe
A mesma coisa e a velha mágoa
Leva-me devagar para a insanidade
E no tapete a mesma guerra tem seguimento
E faz-me sempre arder o coração
A mesma coisa e o antigo sofrimento
Sei finalmente:
Eu quero foder
Nunca mais o antigo sofrimento
Eduardo Rilhas
(peço desculpa pelo atraso mas não tinha ideias ontem)
domingo, 22 de novembro de 2009
You'd Bleed 'till The End Of The World But You Won't Ask For Help And I'll Miss You For That.
To je vše, co chci oznámit. Mějte krásný den. =)
Special Thanks To:
I can show you the original version of this text in english, if you are interested in.
Music on the title: Hills Have Eyes - For You It's a Bloody Day
sábado, 21 de novembro de 2009
Crónicas do Falso Messias: Converter
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
No signal

Lenço branco ao vento. Mão a acenar na distância. Costas de um vulto que se afasta (olhando para trás, porra, como quem sabe que havia muito mais a ser dito e feito, não olhes, vai, desaparece). E ficamos assim. Estes gestos entendes?
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Calada

Cláudia Alves
Meine Damen und Herren
Gostava de pedir desculpa a todos aqueles a quem já magoei, mesmo aos que mereciam, porque é sempre bonito e hipócrita pedir desculpa nessas alturas também. Mas a noite hoje é de pensamento e sentimento positivo, portanto resta-nos o silêncio e ficarmos vidrados na relação que nunca deverá finar...
Na verdade, quereria sempre poder fazer o melhor pelos meus amigos que merecem e querem que faça o melhor por eles, fazendo o melhor por mim. Da família não falo hoje, apesar de ser o melhor da vida também, mas esses aturam-me por contracto, temos pena.
Eu gostava era de transformar esta motivação toda em algo concreto, mas quem antigamente sonhava comigo, já hoje o faz de forma diferente, já não me visita durante noites de grande êxtase onde se brinca com fogo de artifício. Ah, e há que dizer que não sou suficientemente autónomo para sonhar a solo. Busco por ajuda em todos os cantos, mas por indisposição, indisponibilidade ou indiferença, ninguém me socorre. Há um tempo certo para tudo...
Eu gostava era de ser venerado, um dia. Eu gostava de ver as caras das pessoas ao lerem isto. Pensando bem, já as conheço todas, não somos assim tão grandes, nem pouco mais ou menos. Nem nada em que meto a mão (deus perde a virtude). Eu gostaria de ter comentários a dizer: 'percebi onde queres chegar com o comunicado'. Se houver alguém assim, que me esclareça por favor, pois eu... eu não entendi. Ah.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
comunicado
Venho desta forma comunicar vos, com muita pena minha que, vou deixar o blogue. Infelizmente o trabalho da faculdade e os horarios a cumprir nao me permitem continuar. Peço desculpas aos restantes membros do blogue e aos visitantes. Contudo vou ainda tentar fazer o ultimo post destes cinco temas.
Para os interessados (se houver) estarei aqui:
http://www.gameirostudio.blogspot.com/
por Gonçalo Gameiro
domingo, 15 de novembro de 2009
sábado, 14 de novembro de 2009
Crónicas do Falso Messias: Relações
O falso messias ainda anda na escola, mas as suas presenças são raras e especiais. Devido à sua missão, anda desligado dessa instituição, não respeitando horários e avaliações, entre outras coisas. Por isso, todo o santo dia, a sua mãe esmaga-lhe o juízo, com reprimendas do mais banal e vulgar, que qualquer pessoa ouviu na sua adolescência. Enquanto os adjectivos são cuspidos da boca da mãe, tais como irresponsável e despreocupado com pontualidade e assiduidade, ele remete-se ao seu canto silencioso, pois a figura da sua mãe é uma autoridade implícita . Conquanto a sua mente questiona-se, Jesus também aturava sua mãe?
Mas hoje, não quer saber. A sua namorada terminou o curso, só isso interessa.
Tiago Gameiro
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Don't

Ao andar pela rua, sinto que não ando e que é a rua que anda à minha volta. É como se vivesse num tapete rolante, e houvessem fios enrolados à volta dos pulsos e dos tornozelos, fios controlados por alguém que, pobre coitado(a), não arranjou mais nada que fazer nesta vida chuvosa e aborrecida. E então, eu que pense que ando e que me movo, que vou rezar às igrejas que eu quero e que entro nos espaços que eu gosto, parando de vez em quando para chorar (porque, no fundo, sinto os fios a apertar, e simplesmente não me apetece acreditar que os há) num jardim que eu escolhi. Mas não escolhi nada - pensamento mórbido, para não dizer fatal -,é a camuflagem que me guia, sou camaleão para que alguém me queira em cima do seu ramo. Olhem para mim. Sou aquilo que quiserem, mato-me todos os dias e ninguém diria, ninguém diria.
Palavras que tantas vezes não abraçam aquilo que quero dizer, apressando-se a camuflá-lo com metáforas, perífrases, eufemismos ou silêncios, e a ideia, o sentir, o pensar, o querer, ficam cá dentro. Eu fico cá dentro. Porta fechada, do not disturb. Deprimido? Não, caro amigo, reprimido. Se eu for para onde quero, não vou por aí. Se eu disser o que penso, sou assassinado. Se eu me deixar levar, é o abismo que me leva e engole. Por isso, reprimido, sim, mas vivo e são, sem dever o que quer que seja a quem quer que seja, com a vida escrita numa lista de coisas-a-fazer, sem me fazer lutar nem pensar muito em coisas-que-não-são-para-fazer. E é isto. Reprimido, mas vivo. Cá estamos, não é verdade? Eu queria dizer mais, mas não me deixam porque já cansa.
Pedro Antunes
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Livre
terça-feira, 10 de novembro de 2009
domingo, 8 de novembro de 2009
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sábado, 7 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Cicatriz

quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Errare
Mensagem
É a Hora!
Fernando Pessoa
em
Mensagem
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
domingo, 1 de novembro de 2009
Phobic Claustrum
I'm claustrophobic. I'm not an extreme case, because I can do, although I don't like, things that extreme claustrophic sufferers can't.
But whatever... The last attack I had was on a party, with a lot of persons dancing in the same way, blinking lights and a lot of smoke, it was really awful, I felt like I was tied up, and all I wanted was to rip out the rope that I was tying my neck. Really awful experience...
This picture wasn't taken on that specific party, but all discos mean the same to me. So...bah.